sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Viva Punta!

Em minha viagem a Buenos Aires, postada anteriormente, eu e meu namorido tiramos 3 dias e fomos conhecer o famoso balneário Punta del Este!

De Buenos Aires, pegamos o
Buquebus, um ferry que o Uruguai. Pode-se escolher entre ir até Colônia do sacramento e depois curtir 5 horas de ônibus ou ir de ferry até Montevidéu e curtir 2 horas de bus. Além disso, tem o ferry/buque rápido (chega em Colônia em 1 hora) e o buque lento (mais barato e que chega 3 horas em Colônia). Escolhemos o buque de 1 hora pq não somos fãs de barcos e atividades aquáticas. Eu confesso que estava meio bolada de passar uma hora numa barca, mas pensei: meu Pai todo poderoso... o barco vai atravessar um rio ( o Rio da Prata)...é só um rio... o que pode acontecer numa travessia de um rio? Mal sabia o que me esperava na volta...

O buque saiu 9h da manhã e, assim que chegamos em Colônia, já havia um ônibus nos esperando. Quando for pegar o buque, chegue 1 hora antes porque aquele check in é uma zona. Não esqueça de levar passaporte ou a identidade porque estamos indo para outro país e temos que passar pela Imigração. Dentro do buque tem free-shop e tudo!

Após 5 horas dentro do ônibus, chegamos em Punta del este!! Ooobbaaaaaaaaaa!! Um sol de rachar a cuca, um céu azul maravilhoso demais!! Fomos procurar o El Viajero Hostel, albergue que eu havia reservado e, para nossa sorte, ele era a poucos metros da rodoviária. Não gostei muito do albergue, apesar de bem localizado. Primeiro que só aceitam dinheiro vivo (dólares, pesos argentinos, pesos uruguaios ou reais); segundo, que haviam me falado um preço e quando eu cheguei lá era outro. Eu havia reservado um quarto privativo de casal e o ar condicionado não funcionou em nenhum dos dias. Ficamos só com ventilação e eles não consertaram até a gente ir embora.

Não é necessário trocar dinheiro por pesos uruguaios. Eles aceitam dólares, reais e pesos argentinos, mas o troco é sempre em pesos uruguaios.










Mas tudo bem...beleza. Chegamos lá por volta das 3 da tarde e fomos passear pela av. Gorlero, a principal rua de Punta com diversos restaurantes e lojas. Fomos caminhando depois até o Punta Shopping (foi lá que eu comprei o meu Swatch, mais barato que em Buenos Aires). A cidade é bem gostosa, lembra Búzios, Cabo Frio...


Fomos conhecer a Playa Mansa, praia banhada pelas águas do rio da Prata e ficamos até o pôr do sol. Foi uma das imagens mais lindas que eu já vi na vida. Foi de tirar o fôlego!







Passeamos pelo centro de Punta olhando as lojas e os incríveis conversíveis e pick ups carésimas que rolavam pela cidade.

Tenho que dizer: nunca vi tantos carros luxuosos reunidos em um lugar só. Aquilo é um poço de gente endinheirada. Lá só tem Mercedes (todos os táxis são Mercedes), BMW, Porsche, Chrysler, conversíveis de todas as marcas, cores e tamanhos, milhares de caminhonetes de milhares de reais...aaaaaaaaaaa um sonho! Ver um Palinho ou um Golzinho por lá é quase impossível...


No dia seguinte, após uma noite caliente no quarto sem ar condicionado, fomos tomar um café da manhã horroroso no albergue e seguimos para o Porto de Punta. Tinha ouvido falar que lobos-marinhos ficavam por lá nos sábados de manhã porque tem uma feira de pescadores e eles ficam lá comendo os restos de peixes. Fomos lá conferir porque eu estava louca pra ver um lobo-marinho de perto!





Ao chegarmos tinham uns 2 lobos-marinhos com a cabeça pra fora da água esperando os peixes que os vendedores tacavam no mar! Uma fofura! Havia umas focas lindas também disputando a comida com as gaivotas. Fiquei lá, toda boba, observando essa cena. Para alguns pode até ser uma besteira, mas eu adorei! Nunca tinha vistou uma foca nadando tranquilamente, muito menos um lobo-marinho!

Saímos de lá e fomos caminhando em direção à Praia Brava, do outro lado da Península. Na Praia Brava é que está a escultura La Mano, símbolo de Punta. É uma escultura de uma mão enorme no meio da areia. Após perguntarmos os preços dos aluguéis de barracas e cadeiras (cerca de 15 reais cada, surto total), encontramos uma barraca com mesas, cadeiras e quadr-sol. Maravilha e de graça. Bebemos uns refris, uns panchos(=cachorro-quente) e ficamos por lá a tarde toda. A praia em si não é muito bonita, a areia é escura. As praias brasileiras são bem mais bonitas, mas valeu a pena.





Fomos almoçar num Mc Donalds da vida e fomos procurar saber como ir a Casa Pueblo, uma casa construída pelo artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró, que é um dos pontos turísticos de Punta. Na verdade, a casa fica em Punta Ballena, a 15 km de Punta. Geralmente os city tours terminam seus passeios por lá, mas como não queríamos fazer o city tour, resolvemos ir por conta própria.



Na rodoviária informaram que teríamos que pegar um ônibus que fosse em direção a Montevideo, mas teríamos que saltar no meio da estrada. De Punta até o tal ponto da estrada levaria uns 20 ou 30 minutos. Aí começou nossa aventura. Pedimos duas vezes para o motorista nos avisar onde devíamos saltar. O fiscal do ônibus, que estava recolhendo o dinheiro da passagem, também disse que ia nos avisar. Detalhe: quem compra passagem pra ir até Punta Ballena não tem direito a assento. Quando nós entramos no bus, nós sentamos. Aí o motorista ainda parou em vários pontos dentro da cidade e então subiram diversas pessoas.




De repente apareceu um moleque dizendo que estávamos no lugar dele. Dissemos que tínhamos comprado a passagem e aí vimos que no nosso bilhete não havia número da poltrona. Eles disseram que quem vai pra Montevideo tem direito a assento. Quem vai pra outro lugar tem que ir em pé. Fala sério. Nunca vi isso. Fizemos uma cara de poucos amigos pra ele e para o fiscal do ônibus e acho que esse cara ficou meio irritadinho. Até aí beleza. Pedi de novo pra ele avisar o momento em que teríamos que saltar. Lá pelas tantas, depois de uns minutos, vi uma estrada cooompprriiidddaaaa começando a aparecer. Perguntei: “Já está perto da Casapueblo? O fiscal com a maior cara de pau do mundo disse: “iiihhhh, já passou... cara, vocês não imaginam a minha cara de fúria naquele momento. Se aquele palhaço fosse brasileiro, ele ia ouvir muito. Mas eu não tinha argumentos e vocabulário suficiente para bater boca em espanhol.

Saltamos no meio da estrada e demos de cara com uma cabine da Polícia Rodoviária. Perguntamos onde era a entrada da tal estradinha para casapueblo. Ele fez uma cara tão desanimadora que me deu vontade de chorar: “ iihhh, hhummmm, bemmm...tá meio longe...” ah, se eu tivesse uma arma..matava aquele fiscal desgraçado. Isso tudo com uns 40 graus, um lindo sol brilhante, sem uma nuvem no céu ( quando a gente precisa de uma nuvenzinha, elas desaparecem). Um calor que beirava o insuportável. Sentia minha pele queimando.




Bronzeando não, queimando mesmo. O policial nos disse, muito gentilmente, que seriam uns 2 km até acharmos a tal estradinha. Depois mais 1km até a casa. Socorro.

Começamos nossa luta. Por sorte, ao lado da estrada, havia uma rua de terra com várias casas, pousadas, etc. Havia vida e civilização por ali. Fomos andando no sol quente e sempre que víamos um ser humano, perguntávamos se estava chegando. Confesso que foi mais fácil do que eu imaginava. Encontramos a tal estradinha de 1km que nos levaria a Casapueblo. Tentamos pedir carona, mas ninguém teve compaixão... rs

A tala estradinha era bem legal... várias casas grandes e bonitas, cheias de hortências, tudo bem florido. Lá no meio da estrada, chegamos num mirante que dava para ver Punta Del Este todinha! Muito legal! Depois de uns 20 minutos andando, chegamos a Casapueblo. Olha, sinceramente: é uma casa bem diferente, arquitetônicamente falando, mas não morri de amores não. Na entrada tem uma exposição com as obras de arte do artista, subindo tem um restaurante e um terraço para ver a vista. A vista é bem bonita, dizem que o pôr do sol lá é estonteante, mas não ficamos. Eu tinha que visitar porque é um ponto turístico, mas a casa em si não me encantou.

Voltamos tudo a pé de novo e fomos tentar achar um ônibus. Para nossa sorte, havia um casal argentino e mais 3 garotos italianos também perdidos no meio da estrada querendo voltar para Punta. Vários ônibus passaram e não pararam para a gente. Até que um ônibus que ia para Maldonado parou e nós conseguimos entrar. Saltamos em Maldonado e pegamos outro ônibus para Punta e foi bem rapidinho.

Enfim, após essa maratona, fomos descansar um pouco no albergue. À noite fomos conhecer o famoso Conrad Resort & Cassino. Entramos no cassino, jogamos um pouquinho nas máquinas e depois fomos dar uma olhadinha no hotel! Saímos de lá e fomos em direção à Av. Gorlero passear um pouco mais. Comprei algumas coisinhas (tem diversas lojas legais lá, uma delas é a La Compania del Oriente...). caminhamos pelo centro e depois fomos jantar num restaurante indicado por umas brasileiras. O nome é Cantina e fica na Praia Mansa, perto do Conrad. Comemos um risoto de camarões maravilhoso! Recomendo.






No último dia fomos para a Praia Brava novamente, mas não ficamos muito tempo porque o ônibus até Colôia sairia às 15h. A volta de ônibus foi tranqüila, mas o buquebus foi meio turbulento. Já eram 9h da noite quando entramos no buque, mas ainda havia um solão. Lá escurece muito tarde. Eu estava no free-shop, no andar de baixo do barco, feliz da vida comprando um lápis de olho quando o negócio começou a saculejar tão desesperadamente que eu comecei a ficar tensa. Pra não falar a verdade, eu não estava tensa. Eu estava apavorada e tremia da cabeça aos pés. Os perfumes e garrafas começaram a cair das prateleiras, eu de morena já estava verde de pânico, e o carinha-funcionário que estava no caixa pagando as coisas falou na maior tranqüilidade. “É o vento” disse ele. “Mas não se preocupe, uma hora de viagem passa rapidinho”. Eu tremia tanto de pavor e pensava: “Meu Deus, se num rio ele está balançando desse jeito, imagina em alto mar?”. A partir daí acabaram de vez todas as chances de visitar Ilha Grande. Sem condições. Não me perguntem porque eu sinto esse pavor todo. Sei nadar muito bem e não tenho medo de água. Não sei porque tenho tanto pavor de barco balançando. Um dia eu descubro e conto.

Voltei para o meu lugar tão pálida que o meu namorido pensou que eu estivesse irritada porque não havia encontrado meu lápis de olho. “e eu lá quero saber de lápis de olho? To desesperada. Esse barco ta balançando muito.” O coitadinho me puxou para sentar perto dele, derrubei o sanduíche da menina que estava do meu lado e ainda sentei em cima dele. Mas ela comeu assim mesmo. Enfim, depois de uns 15 minutos de pânico, a poeira assentou, ou melhor, o maldito vento parou e seguimos viagem felizes e vivos até Buenos Aires.

Punta é uma graça, muito divertido e vale muito a pena. É uma cidade bem cara, mas não deixe de conhecer.


domingo, 17 de janeiro de 2010

Mi Buenos Aires Querido

Após quase 3 longos e infinitos anos, consegui tirar férias no trabalho...que sonho! A idéia inicial era pegar a estrada e ir até a Bahia, passando pelas principais cidades...vimos que 20 dias de viagem de carro pela Bahia em plena altíssima temporada não seria uma idéia assim tão boa ( financeiramente falando...). Pensamos em ir para Fortaleza então.. que tal? Perguntei ao meu namorido. "Ótima idéia!! Vamos ver os preços das passagens para janeiro!!". Algumas horas depois, vimos que financeiramente, seria uma péssima idéia também. Foi assim que fomos parar na terra de Evita!

Compramos as passagens (bem mais baratas que Rio-Fortaleza) e comecei a pesquisar dicas em todos os blogs, sites, revistas e afins que eu via pela frente. Seguindo algumas sugestões, resolvi entrar no site da BYT Argentina, imobiliária que aluga apartamentos em Buenos Aires. Sinceramente, foi a melhor coisa que eu fiz: o site é ótimo, honesto, tem fotos, localização, preços, mapas, etc...Fiz a reserva de um apt ao lado da Calle Florida, na calle Maipu, bem no centrão mesmo e foi demais! E o preço é quase metade de um quarto de hotel.


Chegando em Buenos Aires


Chegando ao aeroporto, troque seu dinheiro no Banco de La Nación, na área externa do desembarque. Eu levei pesos argentinos do Brasil, mas não valeu a pena. Lá a cotação é bem melhor. Leve reais e troque por pesos lá mesmo. Quanto ao transfer, usei a empresa Transfer Express pois o preço estava melhor. Eles usam os remises (uma espécie de carro com motorista, não é taxi) e custou 95 pesos até o centro.

Outra coisa: lá tem Banco do Brasil, mas não se pode sacar dinheiro. Acabei sacando no caixa eletrônico. Tem Itaú e os outros também, mas não cheguei a usar. Usei o dinheiro vivo e o cartão de crédito ( peço para o banco autorizar o uso no exterior antes de sair do Brasil).

Chegamos ao apartamento lá pelas 2h da madrugada, a dona do apt e a moça da empresa estavam nos esperando. O apê era igualzinho ao da foto ( isso é muito importante) e tudo muito organizado. Dormimos um tico para nos preparar para a maratona de andança no verão argentino.


Palermo e Puerto Madero

Nossa primeira parada foi nos Parques de Palermo. Fomos de taxi e passeamos a pé o dia todo! O Parque Tres de Febrero é lindo e o Rosedal é maisl lindo ainda. O que matou foram os milhares de mosquitos que nos engoliam o tempo todo. Eu via os parques e jardins pela internet e sonhava com fotos românticas, cafons, deitados na grama, cheios de amor..., mas foi impossível. Se você for no verão, leve repelente. Um vidro só não, litros e litros.

Andamos até o Jardim Japonês e caminhamos pelas ruas de Palermo até o shopping Alto Palermo. Shopping bonitinho, nada demais. A comida em Buenos Aires é bem barata e gostosa. Pegamos um taxi e voltamos ao centro para explorar a Calle Florida e as famosas Galerias Pacífico, um shopping com lojas boas e caras. Não comprei nada lá, apenas jantamos algumas vezes.



À noite fomos a Puerto Madero com seus diversos restaurantes. Fomos conhecer o tal do Siga la Vaca. Olha, já ouvi falar mal e já ouvi falar bem...quer saber? Nós adoramos. É mais popularzão, não é tão chique, mas eu gostei. Pagamos 69 pesos (35 reais) cada um para ter carne à vontade, salada, papas fritas (tudo lá tem batata-frita - até quem só come besteira como eu fica de saco cheio de tanta papa frita), sobremesa e refri à vontade. Fomos lá duas vezes e eu teria ido mais!!!!!


San Telmo, Plaza de Mayo, Casa Rosada e La Boca

DOMINGO, dia da famosa Feira de Antiguidades de San Telmo. é uma feira gigantesca que se extende por uma rua inteeeiiiraaaaa que desemboca na Plaza de Mayo ( descobrimos isso andando que nem loucos..). Andamos, vimos antiguidades, artesanato e todos os tipos de bagulhos possíveis.



Eu amo feirinhas, mas essa é meio cansativa, não acabava nunca. Ao final da tal rua, demos de cara com a Casa Rosada!!! Foi o máximo!! Fomos até lá e fizemos um tour dentro da sede do Governo. Muito bonito, vale a pena e é de graça! O calor nos consumia, mas somos brasileiros e não desistimos nunca. Tiramos fotos, olhamos a praça e andamos a tal rua da feirinha tooodaaaa de novo em direção ao bairro La Boca.





Caminhamos até chegar ao estádio do Boca Juniors, La Bombonera. O preço da entrada para conhecer o estádio é meio cara e o próprio lugar é decepcionante. O campo é bem pequeno, o gramado estava horrível, mas tudo bem... meu namorido empolgado tirou milhares de fotos, mas ele mesmo confessou que o estádio é meio decepcionante. Foi uma experiência agradável, apesar do cansaço!


Andamos mais um pouco até o Caminito, vimos as famosas casas coloridas da Boca e voltamos pra casa. À noite fomos jantar num restaurante italiano bonitinho, gostoso e barato lá no centro mesmo. O nome é Broccollino e acho que fica na Calle Esmeralda 776.

Uma coisa a dizer: a água em garrafa de lá é horrível, não sei porque. Parece salgada, sei lá. As melhores marcas são Nestlé e Villa Vicenzo. Esse negócio de água inodora e insípida não existe em Buenos Aires.




Puerto Madero de dia, Av. Mayo e Centro

No terceiro dia fomos aos outlets da Nike e Puma. mas sobre as compras eu falarei depois. Na volta fomos a Puerto Madero comprar nossas passagens do Buquebus para Punta del este. O terminal dos ferrys ficava pertinho da nossa casita e lá fomos nós. Eu podia ter comprado pela internet, mas fiquei com umas dúvidas e comprei lá mesmo. Esperamos quase uma hora e fomos atendidos. Após comprar as passagens, fomos passear em Puerto Madero. É uam área linda, fofa, romântica e tudo de bom!! Um lugar todo reformado e revitalizado que reúne os melhores restaurantes da cidade. Passeamos por lá e voltamos pela Casa Rosada de novo. O carro da Cristina Kirschner estava entrando lá no momento e quase a vimos. Mas ela fugiu de nós e ficamos no vácuo.


Saímos de lá e seguimos para a Av. Mayo à procura do Café Tortoni. No caminho vimos diversos prédios lindos de arquitetura européia. Vale a pena dar uma passeada por lá. Chegamos ao famoso Tortoni e fizemos a reserva para o show de tango no dia seguinte. Os shows são às 21h e deve-se reservar sempre, por tel ou pessoalmente um dia antes. Custou 60 pesos cada um e o pagamento só em dinheiro. Voltamos a pé para casa, achamos um Carrefour no meio do caminho e compramos umas comidinhas. Descansamos um pouquinho em casa e à noite andamos pela Florida e jantamos nas Galerias Pacífico. Tem um restaurante de massas lá, acho que Postavecchia, que é uma delícia e barato. Comi várias vezes. O sol só se vai lá pelas 21h30. Dá para aproveitar muito até tarde da noite.


Plaza San Martin, Recoleta, Congresso Nacional e Obelisco

No dia seguinte foi a vez da área nobre: a Recoleta. Saímos do apt caminhando em direção à Praça San Martin, vimos a Torre dos Ingleses e fomos andando em direção à Recoleta. Passamos pelo Pátio Bullrich, um shopping chique de lá e vimos diveros prédios e casas lindas e com arquitetura européia. Lindo demais! Aliás, lá perto fica o Sanjuanino, restaurantezinho que vende deliciosas empanadas. Não deixe de ir!! Fica na Calle Posadas, só não lembro o número...

Passamos pelo Hotel Alvear e chegamos a uma praça lindinha onde estão situados o Centro Cultural Recoleta, o Buenos Aires Design, a Basílica Nossa Senhora do Pilar e o Cemitério da Recoleta, onde está o túmulo de Evita. Não que seja o programa turístico mais divertido do mundo, mas fomos lá pq era pertinho e estava lottado de turistas...rs

Continuamos nossa maratona até a tal Flor de Metal. No meio da andança, vimos um fulano, um "babá de cachorro" com milhares de cães encoleirados, uma comédia! A Flor de Metal é linda, ela se abre quando está sol e se fecha quando o tempo está ruim. O tempo estava maravilhoso, ainda bem. Aliás, ficamos 11 dias na Argentina com sol e céu azul todos os dias!!!


De lá, pegamos um táxi até o Congresso Nacional. Infelizmente não pudemos chegar muito perto porque um cantor famoso (acho que era tipo um Roberto carlos nosso) e o velório estava sendo lá. Saco. Não pudemos olhar de pertinho, mas é muito bonito. Tiramos algumas fotos e seguimos pela Av. Mayo em direção ao nosso apt. As avenidas são imensas, como eu disse, cortam a cidade inteira. Seguimos pela Av. Mayo, cortamos a Av. 9 de julho e passamos por diversas lojas no caminho, restaurantes, cafés e o Obelisco. Mais fotos!!!

Lá pelas tantas, mortos de cansados, ainda arrumamos uma forcinha e fomos jantar nas Galerias Pacífico mesmo. Fim da linha! Chega por hoje!

San Isidro, Delta do Tigre e tango no Café Tortoni

Acordamos cedíssimo no dia seguinte e fomos para a Estação de trem Retiro. Fomos a pé também, pertinho. Nossos destinos: San Isidro e Deltra do Tigre. Pegamos um trem normal até a estação Mitre e depois trocamos pelo Trem de la Costa, um trenzinho turístico mais bonitinho que passa por esses locais e termina no Delta. Como ele é bbbeeemmm mais caro ( a passagem de trem normal custa 1, 30 pesos e do trem de la costa custa 12 pesos),
resolvemos ir no trem de la costa e voltar no trem normal. Você tem que falar no guichê que quer pegar o trem de la costa pq ele vai te vender a passagem de Retiro até Mitre. Chegando lá, a gente sobe uma escada rolante e chega na tal estação Maipú, do Trem de la Costa.

Saltamos em San Isidro, uma cidadezinha muito simpática. Em frente à estação tem uma pracinha fofa com a Catedral. A cidade é bonita e vimos umas casinhas bem bonitinhas por lá. Almoçamos num restaurante na estação mesmo chamado UMMUS. Muito bom, muita comida (a gente não sabia e pediu dois pratos, mas dá pra dividir). Foram 22 pesos (= 11 reais) pelo prato, refrigerante e sorvete. SURREALLL!!!

Um filezão de frango à milanesa e uma tonelada de batatas fritas, um sorvetão de chocolate e uma coca light. Perfeito... Pegamos o trem de novo para chegar ao Delta do rio Paraná, na cidade de Tigre. Neste ponto o rio Paraná se encontra com o rio Uruguai formando o rio de la Plata. Não fui no passeio de barco e nem achei o lugar tão maravilhoso. Mas é bonitinho. Mas não acho que valha a pena perder um dia para ir até lá se você for ficar poucos dias em Buenos Aires.

À noite, finalmente, fomos ver um show de tango!!! Chegamos lá pelas 20h, uma hora antes do show, e tinha uma fila enoooorrrme. Chegue cedo, se você for. O show é uma graça: havia um casal de dançarinos, uma orquestra com 3 senhores e um cantor. Eles se revezavam no palco. Foi muito legal, adoramos!! Eu recomendo!! O lugar é autêntico, muito bonito e o show não é aquele estilo turistão. Foi ótimo!


La Plata


Na quinta-feira, 7 de janeiro, fomos a La Plata, capital de Buenos Aires. Os ônibus partem da estação Retiro ( ao lado da estação de trem, perto da Praça San Martin) de 30 em 30 minutos, eu acho..não sei. Mas tem ônibus à vontade. A cidade é bonita e interessante com praças, catedral, prédios lindos. Passamos o dia lá! Bom, depois de tantos dias maravilhosos, no dia seguinte, 8 de janeiro, peamos nossa malinha e fomos para um destino maravilhoso: PUNTA DEL ESTE!!! Mas isso já é outra história (breve neste blog)...


COMPRAS!!!

Eu tinha catado diversas informações sobre compras, lojas, outlets, etc... vou agora dizer o que eu achei.

Na av. Córdoba, perto do número 4000 tem diversas lojas da Nike, adidas, Levis e outras marcas conhecidas e desconhecidas. Compramos algumas coisas na loja da Adidas e da Nike (essa não tem letreiro na frente). Há os outlets da Nike ( essa sim, uma loja grandona) e da Puma perto do metrô Frederico Lacroze. A loja da Puma é do lado e a da Nike um pouco mais à frente, na av. Corrientes. Se tiver disposição e pernas, dá pra ir primeiro lá de metrô e depois ir andando até os outlets da Av. Córdoba. É longe, mas não dá pra morrer não. Na loja da Puma compramos tênis por R$ 100!!! Um espetáculo! Na Nike compramos tênis, casacos e camisetas. Casaco moletom: 60 reais, camiseta 50 reais...

Existem milhões de lojas da Nike e da Puma pela cidade e os preços e produtos são diferentes entre elas. Fora dos outlets, eu ainda encontrei casacos e camisetas dessas lojas que eu não havia visto nos outlets e por um preço tão bom quanto. Entre em todas e verifique.


Como eu não bebo vinho, não poderei dar o meu relato sobre esse assunto...rs


Na Calle Florida e a Calle lavalle (calle=rua) existem inúmeras lojas de couro, mas não achei os preços bons. Aqui perto de casa tem uma feirinha de couro com bolsas lindas e os preços bons...por isso talvez eu não tenha achado nada que valesse a pena.


Consegui achar um sobretudo de lã por 75 reais. Acho que isso foi uma boa compra.


Para quem gosta dos cremes da Kérastase, vi uma lojinha na Florida. Acho que lá é bem mais barato, mas eu não comprei. Produtos da Vichy e da La Roche-Posay também valem a pena. São metade do preço nas farmácias.


O cobiçadíssimo relógio da Swatch Full-Blooded (aquele douradão que todo mundo tem e que eu agora tenho também!!)estava baraattooo demais!! Simplesmente metade do preço que aqui no Brasil - 197 dólares!! Mas descobri que no free shop de Buenos Aires estava ainda mais barato: 181 dólares. Mas eu só descobri isso na volta :( ggrrrrrrrrrrrrrrrrrrr


Tirando isso, não fiz grandes compras. Mas tenho a dizer que as roupas de marcas esportivas e o relógio valeram muito a pena. A Florida é um paraíso, com milhares de lojas ao longo de sua extensão, mas vi muitas coisas que eu encontro aqui no Brasil e com o mesmo preço, basicamente.


Vale a pena conhecer as Galerias Pacífico, av. Corrientes cheias de lojas (na área próxima à av. 9 de julho), comprar alfajor Havana para comer e dar de presente, o Shopping Abasto as lojas Falabella...


Tenho que dizer que nunca pensei que Buenos Aires fosse me encantar tanto! Amei os prédios, as praças, as pessoas (os argentinos são extremamente atenciosos e simpáticos!) e tudo naquele lugar lindo! Passei 11 dias e passaria mais!! Espero voltar em breve! Mi Buenos Aires querido!!

Quem tiver alguma dúvida, pode me escrever!!

domingo, 27 de setembro de 2009

Meu carnaval em Pernambuco...

Bom, hoje é dia 27 de fevereiro, sexta-feira, e eu estou morrendo de sono. Isso pq eu saí de Recife na madrugada de quarta às 12h35 da manhã( não quer economizar? Então não reclama...).
Enfim, depois de chegar no Rio às 4h30, vim trabalhar... ainda estou com o sono atrasado. Vou dormir mmuuiittooo hoje. Mas falando de carnaval: fui com meu namorado para Porto de Galinhas, em Pernambuco, passar o carnaval. Disseram que era sem graça, calmo demais. Mas eu não estava a fim de muita agitação mesmo (acho q tô ficando velha) e pensei: " vamos nos acabar nas praias!!! Ledo engano.
Após um vôo Rio -Recife que saiu do Galeão às 2h45 da madruga ( já falei para parar com essa mania de pobre, de pegar vôo barato...), chegamos em Recife às 6 da manhã e pegamos o carro q eu havia alugado na Avis. Já na saída vimos uma cidade alagada pela chuva... chuva??????? Eu saio da minha cidade e venho para o Nordeste para pegar chuva????? Pois é, meus caros..choveu TODOS OS DIAS.

Impressionante...mas foi a mais pura verdade.

DIA 1: Já nos primeiros quilômetros dentro do carro, percebemos umas curiosidades...meu namorado, dirigindo pelas ruas, viu um sinal vermelho e parou (lógico). Só que, de repente, vimos que estávamos com o carro parado no meio do cruzamento. Sabe pq? Porque os semáforos do Recife ficam do outro lado da pista que você está, ou seja, a gente não vê o sinal em cima da nossa cabeça ( o que é o normal...), mas vemos o semáforo do outro lado da rua!!!
Gente, na boa, nunca tinha visto isso. Por pouco nosso carro não foi arremessado para a lua. Lá fomos nós, pela estrada...muito boa por sinal. Chegamos em Porto de Galinhas e achamos a pousada. Simples, mas boazinha. A dona é que parecia estar de permanente mal-humor. Só lamento por ela. Se mata ou então mete a cabeça na parede. Fomos para a praia de Porto de Galinhas e ficamos lá o dia todo...à noite, caímos no sono e só acordamos no dia seguinte...rs

Dia 2: Acordei empolgadíssima e, como de costume, abri a janelinha do quarto para ver se o sol estava lá, lindo e brilhante!!!!!! Mas ele não estava. Decepção total. Só via nuvens e mais nuvens. Que óóódiioooooo. Mas, quem está na chuva é para se molhar...pegamos o carro e fomos curtir o carnaval de Olinda na chuva mesmo. Chegamos em Olinda, comprei o chapeuzinho colorido de frevo ( claro, né?) e fomos catar um bloco. Vimos várias pessoas fantasiadas, engraçadíssimas!! Meu amor ficou triste porque não estávamos com fantasia...tadinho...quem sabe no ano que vem?
Bom, achamos um bloquinho maneiro, tranquilo, família e tal...pensei: legal, carnavalzinho calmo, sem estresse...mas isso pq ainda era meio-dia.


Mal sabia eu que as ladeiras de Olinda virariam o caos do planeta, o pandemonio da humanidade. Eu já tinha ido há uns 10 anos atrás com minhas amigas, mas não lembrava de ter estado em tanat muvuca. Em poucos minutos, as ruas começaram a encher, seres humanos começaram a brotar de todos os lugares, fantasiados, empurrando, lugar cheio, gente suada...aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa tô fora.
Não que eu não goste de muvuca. Adoro. Já estive no carnaval de Salvador 3 vezes e tenho vasta experiência em como não ser esmagada em multidões. Mas a verdade é que já foi. Passou. Não tenho mais o menor saco pra isso. Ficamos quietinhos num cantinho da praça principal e lá pelas 4 da tarde partimos. Mas até q foi bem legall!!À noite fomos passear no centro de Porto. Muitas lojinhas e muita tapioca ( ai, que saudade da tapioca).

Gente, um comentário: em Porto de Galinhas não existe bolo de chocolate, nem bombom, nem nada. Sentimos uma vontade louca de comer chocolate e simplesmente não encontramos em lugar nenhum. Tive que me acabar numa tapioca de chocolate. huummmm Muuitaa chuva de noite...tsc,tsc


Dia 3: Hoje, como de praxe, acordei e olhei a droga da janela. Mais nuvens..muitas. Mas resolvemos ir até a tal da Praia dos Carneiros, a uns 30 minutos de Porto. Lá fomos nós...Chegamos no município de Tamandaré e vimos que faltavam mais 9 km até a praia. Entramos numa aventura: foram 9 km de pura lama. Gente, me senti num rali: nunca vi tanta lama e tanto buraco num lugar só. Um absurdo, sinceramente. Uma praia famosa daquela com uma estradinha mixuruca, toda melequenta de lama. Meu namorado estava vibrando, se sentindo, cheio de empolgação, virando o volante pra cá, pra lá, manobras radicais e pura adrenalina. Eu, irritadíssima e sentindo

meu útero encostar no pescoço. Mas, apesar de tudo, sobrevivemos. A praia era bem bonita, mas já vi mais belas do que essa. A água limpa, quente e calma...maravilhosa. Só faltou o sol, acho que por isso foi meio decepcionante para mim. Mas resolvi abstrair. Se ele não quer aparecer, problema dele. Idiota. Almoçamos num restaurante lá mesmo, os garçons muito calmos e tranquilos (não consigo ser calma, eu bem que tento às vezes.) como se o tempo não fosse passar nunca. Aliás, o tempo lá não passava mesmo. O dia durraaavvaaa muuitttoooo. E durava mais ainda porque não tinha sol.
Voltamos para o carro pela praia, a maré já alta, quase chegando nos muros das casas. As casas de lá são lindas, aconchegantes, uma delícia!

Voltamos à Porto de Galinhas. Mais lojinhas e mais tapioca!!


Dia 4: SSSOOLLLLLLLL!!! Vocês acreditam que abri a janela e tinha um lindo céu azul???? Inacreditável!!! Peguei meu biquini numa velocidade impressionante e fomos tomar café imediatamente. Saímos correndo da pousada e fomos pegar a jangadinha para as piscinas naturais!

Lá fui eu, cheia de energia me jogar na piscina com os peixinhos!! Logo nos primeiros 10 segundos, meti meu pé nos corais, cortei o pé e perdi meu chinelo!! hahahahaha mas eles boiaram e voltaram para mim. Lindo demais esse lugar!! Tiramos fotos, muitas fotos!Mas quer saber? Esse ambiente marinho não é comigo...tava me dando uma agonia aqueles peixes me bicando, se esfregando em mim aaaaaaaaaaaaaaaa q nervoso!! Mas foi lindo, mesmo assim!
Depois, fomos andando até o Pontal de Maracaípe - moço, dá pra ir andando? Dá sim, é logo ali, meia hora andando....Fala sério. Acho que andamos uma hora ou mais. Eu já não sentia mais as minhas pernas. Mas tudo bem, valeu a pena. Lugar bonito também.

Na volta, perguntamos aos bugueiros quanto eles cobravam para nos levar de volta ao centro - R$ 20,00!!!!!! Loucos, completamente loucos. Reunimos nossas forças e resolvemos voltar a pé, com muita fé me Deus. Até que uma kombi apareceu e pedimos um help. Nos cobrou 5 reais e lá fomos nós. Ser iluminado esse.


Se não fosse ele, eu ia ficar morando lá pra sempre. Eu é que não ia voltar a pé. Mais praia, mais sol. À noite, mais lojinha e mais tapioca de chocolate. Muuittooo bom!! Tirei muitas fotos com galinhas ( lá é cheio de esculturas de galinhas). Fomos jantar no Restaurante do Cunha...excelente! Carne de sol maravilhosa!! E ainda achamos um garçon carioca, que estava perdido por lá!!

Dia 5: último dia...snif Como alegria de pobre dura pouco, hoje estava nublado novamente. Mas tudo bem, sou brasileira e não desisto nunca. Fomos conhecer a praia de Muro Alto, de carro. O moço da kombi disse q era linda, mar calmo, água linda....já estava me sentindo no paraíso. Qdo estávamos chegando na praia...CHUVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA muita chuvaaaa, surreal. A praia devia ser linda mesmo, mas não tive o prazer de conhecer porque a chuva insistia em encher o saco.

Voltamos para Porto e o sol estava lá. Ficamos por lá mesmo até 12h e depois arrumamos as coisas e fomos para Recife passar o dia. Fomos ao shopping Recife almoçar ( me empanturrei no Burguer King!! hummm que saudade!).
Visitamos a Praia de Boa Viagem, fomos nos mercados de artesanato e mais chuva. Por fim, já não tínhamos o q fazer até a hora do vôo ( meia noite e meia). Ficamos rodando no shopping por horas e fomos para o aeroporto esperar o tempo passar ( da próxima vez vou juntar dinheiro e comprar um vôo num horário decente). Adeus, Pernambuco!!! Apesar da chuva, foi ótimo!! Dancei, brinquei, conheci várias praias e, o melhor de tudo, fiquei juntinho do meu amor!! Tem coisa melhor que isso?







sexta-feira, 27 de março de 2009

Paris


Pessoal, a primeira cidade mais linda do mundo é Londres. A segunda, Paris. Confesso que sou apaixonada por essas duas cidades e acho que ninguém deve morrer sem conhecê-las.

Bom, estive em Paris 3 vezes e acho que já conheço bastante da cidade luz. Por isso, me atreverei a dar algumas dicas, ok?

Para começar, na minha segunda vez me hospedei em um albergue ótimo, o Julles Ferry. É da Federação do Albergue da Juventude e é muito limpo e organizado. Fica numa avenida grande, próxima à Praça Republique. Na esquina há um mercado e um Mc Donald's, para os adeptos de fast food como eu. Eu recomendo. Nas outras duas vezes fui de excursão e fiquei em hotéis. Além de carésimos (mas pela excursão não são tão caros), são muito distantes. Preste atenção quando for escolher uma excursão.

O transporte em Paris é muito fácil. Inicialmente eu comprei um passe de vários dias, mas depois percebi que ficava mais barato comprar um carnê de 10 passagens. Em algumas estações há cabines com atendentes e em outras só existem máquinas. A gente se confunde um pouco no começo, mas depois tudo se ajeita.

Não fique andando só de metrô. Paris é linda demais e ande a pé o máximo que puder. Você consegue andar do Louvre até o Arco do Triunfo, passando pela Rue de Rivoli, Jardin de Tulleries e outros. Tudo é perto e vale a pena. Sempre que eu viajo eu separo os pontos turísticos por áreas. Vou fazer isso aqui pq eu acho q facilita muito a vida do turista.


1) Louvre e adjacências:

Perto do Museu do Louvre existem várias estações de metrô. Aliás, existe uma estação de metrô em cada esquina. Próximo ao Louvre estão a Opera de Paris, Galleryes Laffayette (bem próximos) e em direção ao Arco: Jardin de las Tulleries e Place de la Concorde. Vá andando calmamente até o Arco do Triunfo, se quiser.

Na Rue de Rivoli, atrás do Louvre existem várias lojinhas de presentes para turistas. Não compre perfumes nessas lojas pq sempre são mais caros. Compare os preços no duty free (pela internet) antes de ir.

As Galleryes Lafayette são muito interessantes e, muitas vezes, os preços podem valer a pena. Na seção de maquiagem comprei itens que, aqui no Brasil, são vendidos por 3x mais. a linha Bourjois é muito boa e uma das mais baratas. Turistas sempre ganham brinde na Laffayette. Pegue um mapinha da cidade dentro da loja, preencha um cupom e ganhe um brinde. Eles têm atendentes que falam português.

Bem na direção do Louvre, do outro lado do rio Sena, está o Museé d'Orsay com arte contemporânea. Vale a pena!


2) Torre Eifel e adjacências:


A Torre Eifel é lotaadaaaa, pelo menos na época em que eu fui, maio. Reserve a manhã inteira se quiser ir. Ali perto vc pode pegar um barco e andar pelo Rio Sena. Há diversas opções de passeio.


Bem pertinho está o Les Invalides onde está a urna com Napoleão Bonaparte. É um monumento militar interessante.




3) Notre Dame e adjacências

Bom, o que falar da Notre Dame??? Espetacular. Não deixe de entrar mesmo. Nem que o mundo acabe. A construção foi iniciado em 1163 e lá ocorreu a coroação de Napoleão. Dali, você pode caminhar até a Saint Chapelle, construída em 1248, e a Conciergerie. A última foi uma cadeia onde Maria Antoniete ficou presa. Pode-se visitar a cela onde ela esteve. Andando mais um pouco chega-se ao belíssimo Jardin du Luxembourg. No caminho há diversas livrarias típicas francesas e os famosos cafés nas beiras das calçadas. Acho que você já deve ter ouvido falar dos cafés de Paris: são carésimos e você paga até para respirar. Mas caso esteja com disposição financeira, vá em frente!! Afinal, só se vive uma vez!!!

A Universidade de Sorbonne está ali por perto, junto ao Jardin du Luxembourg. Essa área chama-se Quartier Latin. Andando um pouco mais, pode-se visitar a Igreja de Saint Sulpice, famosa pelo romance "O Código da Vinci".

4) Montmartre

É o nome da colina que abriga a famosa igreja de Sacré-Couer. É uam igreja muito bonita, mas cuidado pois a área não é lá das mais seguras. Guarde seus pertences, segure sua bolsa e preste atenção em tudo e em todos. Há o cemitério de Pére Lachaise onde estão celebridades como Jim Morrison, Chopin e Oscar Wilde. Nunca fui e nem quero ir, mas há gosto para tudo, não é?

Lá você verá típicos artistas de rua e pintores. É um bairro bem típico de Paris, mas meio decadente. O Moulin Rouge está ali perto mas, sinceramente, não aconselho ver os shows. Parecem muito com os shows para tursitas aqui do Rio de Janeiro. Fui e não gostei. Enfim...


5) Champs Elysées

A avenida mais famosa do mundo (bom, talvez a mais famosa seja a Quinta Avenida, em NYC, mas essa aqui é muito mais bonita, com certeza) é enorme e cheia de lojas de grifes famosas. Mesmo que você não vá comprar nada, você tem que dar uma volta por lá.


Comidinhas...

Gente, eu sou uma gulosa assumida, minha fama é conhecida e não tenho vergonha de nada. Eu addooorrro comer!!! Bom, em todo canto há barraquinhas vendendo crepes ou waffle de nutela...aiai me dá nervoso só de lembrar... imperdíveis!! Os mercados também são ótimos com biscoitos e chocolates tão maravilhosos que dá vontade de chorar. Nunca vi tantos tipos de biscoitos e chocolates, juro!!! Ah, nos mercados também são vendidos cosméticos e produtos de beleza para quem tiver interesse!!!

Paris é uma das cidades mais caras do mundo, portanto, se você quiser comer bem, terá que gastar. Eu confesso que quando viajo assim só como em fast food porque são rápidos e baratos. Não conheço restaurantes baratos em Paris. Se alguém tiver dicas, mande para mim!!


Nos arredores

Eu fui ao Palácio de Versailles e ao Castelo de Fontainebleau. Ambos são próximos de Paris, podendo ir de trem em 30 minutos, mais ou menos. Versailles é muito lindo e fiquei muito emocionada quando entrei nesse lugar tão rico em história. Fontainebleau foi um castelo construído por Napoleão e foi a residência preferida dele. Vale a pena.


Espero ter ajudado e espero as dicas de vocês, ok?

Bjs, Rosana Caiado